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Capitulo 3

Bom agora vocês se perguntam, e o Keaton? Serio, eu não considero ele um amigo, considero um irmão. E quem é Drew? isso é uma longa história, resumindo tudo, foi assim que a gente se conheceu, fui na praia, obrigada, quase arrastada pelos meninos, ai lá o Drew tava surfando, nossa que menino era aquele? Pqp, gato, gostoso, mas arrogante pra Caralho! Ai eu briguei com ele, mas a gente fez as passes no dia seguinte e viramos amigo! FIM!

Eu tava no meu quarto,sentada na cama, pensando no Drew, sim, no Drew, é eu gosto dele, mas ninguém sabe, segredo tá? quando:
-Vamos logo, sua lerda - Wes gritava batendo na porta do meu quarto.
- Ja falei que eu não vou! - Falei abrindo a porta.
- Você vai sim, você vai com a minha convidada!
- Wes, 1º eu nem fui convidada, 2º você sabe muito bem que as pessoas que vão pra festa não gostam de mim!
- 1º você vai comigo! 2º o pessoal que vai para lá, quer dizer que esta lá, porque já são 10:30, você não conhece, eu vou com um dos meninos da banda!
- Quer dizer você que nem foi convidado vai me levar como sua convidada?
- É… Mais ou menos…
- Você acha mesmo que eu vou? - ele fez que sim com a cabeça, claro que era para me provocar, porque ele sabia que eu não queria ir! - Eu não vou, Wes!
- Por que não?
- Eu não quero, eu sei que quando eu chegar lá todo mundo vai ficar me olhando tipo, ai meu deus, ela é aquela que matou aquele cara! E eu não quero ouvir isso!
- Bota uma piruca que ninguém vai te reconhecer, ou sei lá, pinta o cabelo!
- Que tal fazer uma plástica também? - Falei irônica.
- To falando serio! Se quiser eu te ajudo a pintar, que tal um loiro? Ou um vermelho?
- Voto no vermelho! - disse Keaton entrando no quarto e se intrometendo na conversa.
- Serio mesmo? - perguntei agora séria, será mesmo que isso da certo?
- Serio! Se não ficar legal pinta por cima! - Wes disse.
- Vamos fazer isso então? - Perguntei já empolgada com a idéia, bom o que eu tenho a perder?
Alguns minutos depois nos já tínhamos voltado da farmácia com a tinta vermelha para cabelo.
- Wes, Você sabe como faz isso?- Keaton perguntou.
- Não! - Respondeu e riu
- Você tá de brincadeira né? Não sabe nem como pintar o cabelo e quer pintar o meu?
- Você sabe? - Ele perguntou, com certeza esperava um não de resposta.
- Sei sim! - me gabei
- Então ensina a gente!
Depois de mais alguns minutos ensinando os dois idiotas como se pintar o cabelo, ele foram testar seus novos conhecimentos em mim, rezo para que não façam besteira!
- Vamos começar! - Keaton falou
- Tem certeza que vocês aprenderam direito ne?
- Sim! - Disseram em coro
- Absoluta?
- Caralho vira a merda da cabeça pra a gente começar a pintar, porque ja são quase 11:30, e eu já estou atrasado para a festa! - Wes disse, na verdade ele não disse nada, ele gritou e quase me bateu.
- Tá bom calma - Todos rimos
Eles começaram a pintar, tudo estava indo bem, muito bem para o meu gosto, até o Wes resolver atender um telefonema e pintar meu cabelo ao mesmo tempo.
- Wes, cacete, ou você pinta ou você fala no celular!
- Mas é o Drew!
- Foda-se!
- Cala a boca, Julia! Espera um pouco!
- Tá bom, eu espero quando o senhor quiser! Não sou eu que estou atrasada! - Disse e dei um sorrisinho irônico, ele correspondeu o sorriso e mandou Keaton continuar o trabalho.
Foi indo tudo bem, pelo menos não era o retardado do Wes que estava pintando a merda do meu cabelo.
- Gente vamos aceleram isso ai, porque o Drew esta vindo ai pra gente ir para festa! - Wes disse desligando o telefone e voltando a atenção a mim, mesmo odiando.
- Só falta isso aqui - Keaton disse - Pronto acabei!
- Agora marca 5 minutos, para eu tirar isso da minha cabeça e botar uma roupa para a gente ir!
- Tá! Enquanto isso eu vou lá no meu quarto me trocar - Keaton disse - Wes cuida eu dela!
- Tá bom! - ele respondeu - Entao, e ai?
- Que merda Wes! “E ai?” Serio? Vamos falar de alguma coisa.
- Tipo…
- Sua namorada!
- Que namorada?
- Sei lá, você tá namorando?
- Não! - ele disse - E você?
- Olha bem para mim, você acha mesmo que eu to namorando? Eu to tendo que pintar o cabelo para ninguém me reconhecer!


” Acho que posso desistir de arrumar um namorado! Acho que nenhum garoto descente vai querer namorar uma ex-presidiaria” - Julia, diário, 2010


- Aposto que com a minha ajuda você arranja um namorado rapidinho! - Disso o cupido, mas conhecido como Wesley Stromberg… Só que não! - Me diz ai quem você quer!
- Não conheço ninguém interessante! - Menti- Se você quiser me apresentar a um amigo seu bonito, eu aceito- isso foi uma indireta, bem direta de que eu quero o Drew! - Só avisando.
- Que tipo de garoto você gosta, tipo eu ou tipo Keaton?
- Tipo… Hum… Nenhum de vocês dois, mas se tiver que escolher eu prefiro mas o Keats, porque eu gosto de garoto bonito, legal e fofo, e não de feio, chato e burro!
- Ei sua idiota! - Ele disse e rimos.
- Ju, já pode tirar, ja deu 5 minutos! - Disse Keaton entrando no quarto.
- Ta! Vou tirando e me arrumo, vocês vão saindo do meu quarto e arrumando alguma coisa para fazer enquanto eu me arrumo!
Os meninos saíram no quarto e eu fui me arrumar, tirei o resto de creme do cabelo no banho, e antes de olhar como tinha ficado enrolei-o na toalha.
Escoli um vestido entre os dois que tinha de festa, um branco tomara que caia, curto, não muito, como posso dizer? Decente! Botei e peguei um salto 15 azul, afinal vai que…
Voltei ao banheiro e me fiquei me encarando no espelho, só que a coragem de ver meu cabelinho vermelho não veio, então passei maquiagem toda antes…
- KEATS, ME AJUDA AQUI! - gritei da porta do quarto em direção a sala.
- AJUDAR NO QUE?
- A VER COMO FICOU MEU CABELO!
- É SÓ OLHAR NO ESPELHO! - Gritou o gênio, o mestre, o ser humano mais inteligente da terra, conhecido como Keaton!
- NOSSA COMO EU NÃO PENSEI NISSO? - falei sarcástica- VEM LOGO, NÃO TENHO CORAGEM!

Capitulo 2

- É aqui que você vai ficar! - Paulo completou.
- Parece legal, mas e a Gabi? Eu não quero ficar sem ela, não quero morar aqui sozinha!
- Temos uma novidade! - Paulo falou e fez aquela famosa “pausa dramática” e logo depois continuou - A gente comprou uma casa aqui perto, na rua 15, alguns quarteirões daqui! É rapidinho chegar lá!
Ja contei para vocês que a Gabi é filha do Paulo? Se não, agora ja sabem, e pelo visto, ela agora veio morar pertinho de mim, mas eu nem sei onde é que eu morro!
- Bom galera, agora vocês poderiam me dizer com quem eu vou morar e aonde é que eu estou! - Falei irônica
- Aqui é Huntington Beach, é perto de San Diego, 2 horas de carro, e você vai morar nesta casa - ele apontou para a casa que estava na nossa frente!
- E quem que mora ai?
- Vem cá, vou te apresentar a família.
- Eles são legais?
- Muito! - Gabi disse, e logo se aproximou de mim e sussurrou - E tem uns filhos bem legais, se é que você me entende.
Cacete que menina safada, aposto que ja deve ter pegado um deles! Do jeito que essa menina é…
- Hummmm.
Paulo bateu na porta e logo veio uma mulher, aparentava ter uns 30/40 anos atender a porta:
- Oi Paulo - Ela comprimentou ele - Gabi, você tá linda, tá bem? - Ela falou com ela e logo veio na minha direção - Oi amor, você deve ser a Julia ne?
- Sim sou eu mesmo!
- Eu ou a Lai, quer dizer, pode me chamar assim. É um prazer te conhecer!
- O prazer é meu, e obrigada por me deixar ficar aqui! - Repondi.
- Gente pode entrar, eu vou chamar os meninos lá em cima para conhecer você Julia!
- Pode me chamar de Ju!
- Ok Ju! Sentem ai, só um minutinho!
A Lai subiu as escadas para chamar os meninos, que pelo que a Gabi me falou são bem interessantes.
- Ela parece ser bem legal - disse
- Ela é muito legal! - Gabi respondeu.
Depois fez se um silencio enquanto eu olhava a casa toda.
- Ju - Disse Lai descendo as escadas acompanhada de 2 meninos bem bonitos, um deles deveria ter mais ou menos a minha idade o outro mais novo. Cabelo de emo, não curti muito não, mas ele parece ter o estilo dos meninos que a Gabi gosta.
Lai me apresentou eles, o mais velho se chamava Wes, quer dizer, Wesley, mas o apelido é Wes, o mais novo era o Keaton.
Nos ficamos conversando sobre tudo, mais sobre o meu tempo presa, putz como é ruim lembrar daquele inferno, mas eu to feliz agora, fora daqui.


“Sei que quando sai todos vão encher meu saco, com as perguntas mas comuns que se faz para um ex-presidiário, no meu caso, ex-presidiaria: ‘como é lá dentro?’ ‘eles te trataram bem?’ Ou vão ficar falando aquelas frases decoradas de apoio ‘Esquece o que você viveu lá dentro’ ‘Eu to aqui com você agora’ mas já estou preparada para isso…” - Julia, diário de sela, 2010


Depois disso os meninos nos levaram para dar uma volta na cidade, que não era tão grande, fomos ao píer, lanchamos no Rubby’s, caminhamos pela praia… Foi bem legal o dia, adorei conhecer eles.
Voltei a minha nova casa e fui para direto para o meu quarto dormir.
Vocês não tem idéia como a 1ª noite fora de uma cela é bom, eu também não tinha a menor idéia até hoje.
É muito bom dormir, sem ter alguém te olhando, câmeras te filmando a noite inteira.
Antes de dormir, claro rezei, agradeci a deus por me tirar lá de dentro, por ter me levado a ficar com essa pessoas maravilhosas…
Bom, semanas, anos, foram se passando, na escola, todas sabiam da minha prisão, todos tinham medo de mim, ninguém era meu amigo, eles me olhavam com nojo, isso era muito ruim… Eu evitava sair de casa, o máximo que fazia era ir a casa da Gabi e voltar só isso.
E eu que achava que quando saísse da cadeia minha vida iria voltar ao normal!


“Não consigo espera o dia que eu vou sair daqui, voltar a minha vida normal, poder andar por ai, com as minhas amigas… Me sentir feliz de novo” - Julia, diário de cela, 2010


2012, ja se passaram 2 anos que eu sai do inferno, mas acho que a minha sorte não voltou ainda, eu só tenho 3 amigos, a Gabi, o Wes e o Drew, acho que uma menina de 19 ter só 3 amigos, não é normal, e nada legal…

Capitulo 1

JÚLIA ON

Imagina ser condenada a 2 anos de cadeia porque você estava no lugar errado, na hora erra… Bom, foi isso que aconteceu comigo, é, não é nada fácil ser presa, ainda mais se você não fez nada, serio, nada mesmo.
Então, isso é uma longa história, e eu não estou com nenhum pingo de tempo, para falar a verdade, já estou atrasada para sair desde inferno, foi a pior época da minha vida, além de eu ter adquirido diferentes doenças, como Bulimia e automutilação, você não tem ideia de como isso é ruim, ter doenças que mudam totalmente a sua forma de pensar, e não poder contar para ninguém, apenas para um papel e caneta, você não pode andar ao ar livre quando quiser, na verdade só pode ver o sol 1 hora por dia, o resto fico na minha sela, pensando, escrevendo, sorte minha que meu advogado conseguiu provar que não fiz nada, que eu sou totalmente inocente, por isso não vou ficar os 2 indicados presa, fiquei apenas 6 meses.
 Devo minha felicidade, minha liberdade, devo tudo a ele, ele foi uma das poucas quer dizer, uma das duas pessoas que me visitavam enquanto eu estava presa, ele me visitava 2 vezes na semana, me apoiava, me ajudava. A  outra pessoa aposto que você acha que é minha mãe, ou meu pai, mas não, não vejo eles a 6 meses, desde quando entrei nesse presidiário, sempre soube que eles não ligavam para mim. Bom, agora você se pergunta, quem é a outra pessoa que ia te visitar? Acertei? Então, era a Gabi, a minha melhor amiga, a única que eu sabia que era a minha verdadeira amiga.
- Vamos! - Disse a policial que cuidava do bloco 2, o meu…
- estou indo - respondi.
Peguei minha bolsa, o grande e grosso caderno, onde escrevia tudo que acontecia comigo ali dentro, onde preenchia o vazio e a solidão que eu sentia, clichê? Não ligo, é a verdade.
Eu caminhava pelo corredor via aquelas selas cheias, aquele humor triste, infeliz, solitário se espalhava pelo ar. A cada passo que eu dava, mas eu relembrava dos meus dias ali, dentro daquele “cubinho”, como já disse, a pior época da minha vida.

Cada vez que ia chegando perto da saída a angustia, aflição, nervosismo, ansiedade iam aumentando cada vez mais, e mais. Já estava cara a cara com a porta, a policial se destrancava a porta enquanto eu esperava a coragem, de voltar, retomar a minha vida, dessa vez muito diferente da de antes.

Quando a porta se abriu o sol invadiu a sala antes iluminada por 2 lâmpadas, 3 no maximo. Protegi os olhos com os mesmos, franzi a testa, graças ao incômodo dos raios que insistiam em entrar nos meus olhos.

Olhei para a frente e vi a alguns metros de mim, o Paulo, meu advogado, e ao seu lado a Gabi, abri um sorriso imenso, sem duvidas esse era  melhor dia da minha vida. Eu os vi vindo na minha direção, com o sorriso grande igual ao meu, depois disse lembro penas de uma misera coisa, Preto, preto mesmo, quer dizer, nao lembro de nada, pelo que me disseram eu desmaiei, cai ali no chão da porta do presídio, quando acordei eu já estava dentro do carro do Paulo.

-Ela acordou! – Falou a Gabi para Paulo que dirigia o carro. Eu estava deitada, minha cabeça estava no colo da Gab, meu corpo jogado pelos bancos de trás.
- O que ouve? – Perguntei, meio confusa.
- Você caiu “durinha” quando viu a gente. – Paulo disse
- Já disse que se a minha beleza te incomodar, é só avisar, não falou nada e viu, deu nisso. – Gabi Convencida falou.
-Idiota! – Falei-a me sentando no banco ao seu lado. – Onde estamos indo?
- Para o hospital aqui perto!
- Ahh não – reclamei – por favor! Me leva para casa!

todos ficaram quietos, como se escondessem alguma coisa de mim, bom, com certeza mais do que absoluta eles não queriam me  falar qual era minha nova casa, acho que eu ainda não contei que eu sai de casa ne? Na verdade se eu falar que eu sai, estaria mentindo, eu fui praticamente expulsa pelos meus pais, que nem tiveram a coragem de vir falar na minha cara .

-Vocês não precisam esconder nada de mim, me lava para conhecer minha nova casa – falei.
- Vocês esta pronta para isso? – Paulo perguntou.
- Claro, mas por que essa pergunta?
- Não sei! – se justificou

Bom, o caminho não foi nada silencioso, ouvir musica de novo, acho que sem musica não sou nada, entao, não era nada la dentro.

 

“ Se eu me sinto uma menina de 16 anos? Com certeza não! Eu me sinto um lixo, sou tratada como um lixo, aqui dentro não significo nada, não sou nada” – Julia, diário de sela, dia 12/07/2010

 

 

- Chagamos – disse Gabi enquanto o carro se estacionava em frente a uma casa não tão grande, nem pequena demais, bem bonita.

PREVIEW


JÚLIA ON

Imagina ser condenada a 2 anos de cadeia porque você estava no lugar errado, na hora erra… Bom, foi isso que aconteceu comigo, é, não é nada fácil ser presa, ainda mais se você não fez nada, serio, nada mesmo.
Então, isso é uma longa história, e eu não estou com nenhum pingo de tempo, para falar a verdade, já estou atrasada para sair desde inferno, foi a pior época da minha vida, além de eu ter adquirido diferentes doenças, como Bulimia e automutilacão, você não tem idéia de como isso é ruim, ter doenças que mudam totalmente a sua forma de pensar, e não poder contar para ninguém, apenas para um papel e caneta, você não pode andar ao ar livre quando quiser, na verdade só pode ver o sol 1 hora por dia, o resto fico na minha sela, pensando, escrevendo, sorte minha que meu advogado conseguiu provar que não fiz nada, que eu sou totalmente inocente, por isso não vou ficar os 2 indicados presa, fiquei apenas 6 meses.
 Devo minha felicidade, minha liberdade, devo tudo a ele, ele foi uma das poucas quer dizer, uma das duas pessoas que me visitavam enquanto eu estava presa, ele ia 2 vezes na semana. A   outra pessoa aposto que você acha que que é minha mãe, ou meu pai, mas não, não vejo eles a 6 meses, desde quando entrei no presidiário, sempre soube que eles não ligavam para mim.